Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
Vacina Anti-Divórcio, pelo Urologista Manuel Ferreira Coelho

 

Desde o nascimento até à morte, a maturação endócrina dos homens e das mulheres é diferente.

 

A menstruação nas raparigas aparece por volta dos 11-13 anos, estando biologicamente o organismo preparado para a reprodução, o que na prática não coincide com o início da actividade sexual.


Nos rapazes o início da actividade sexual acontece por volta dos 15-20 anos, idade essa que tem vindo a ser igualmente a idade de início da actividade sexual das raparigas, e que corresponde a uma modificação comportamental profunda na nossa sociedade nas últimas décadas, tendo o início da actividade sexual dos rapazes e das raparigas aproximando-se progressivamente e sendo neste momento bastante semelhante.


A utilização crescente de métodos anticoncepcionais tem por outro lado dado maior liberdade sexual às raparigas, que vêem afastado o fantasma de uma gravidez não desejada, mas vem associado a uma factura que não é de desprezar, a diminuição da libido.

 

Numa fase precoce da juventude não se faz notar, pois as hormonas estão “em alta”, mas à medida que a idade avança, vai-se tornando evidente sendo fonte de vários problemas, uma vez que os homens de uma forma geral até à “meia-idade”, não têm por norma “quebras” na libido, sendo portanto uma fonte de desentendimentos frequentes.

 

Já na Menopausa era tradicional uma quebra acentuada na libido das mulheres, quebra essa associada à falência hormonal dos ovários. O mesmo acontecia de forma mais lenta e progressiva no sexo masculino, com uma diminuição da produção de testosterona pelos testículos.

 

Contudo, mais uma vez a Medicina alterou o quadro na parte masculina, com o aparecimento dos Inibidores da fosfodiesterase tipo 5 e as terapêuticas de substituição com testosterona, e na parte feminina com as terapêuticas de substituição hormonal, que classicamente permitiam manter a lubrificação vaginal, mas que não repunham a libido pós menopausa.

 

Mas a ciência não pára, e neste momento já se fazem, também para o sexo feminino, reposição dos valores de testosterona, com o intuito de manter a libido pós menopausa.


Percebe-se portanto que ao longo da vida normal de um casal, existem várias alturas em que ambos os elementos não viajam à “ mesma velocidade”, pelo que é fundamental que o casal se aperceba do valor do diálogo, como forma de compreensão do corpo do parceiro e das suas respectivas necessidades, como forma de evitar o tão frequente divórcio.

 

Manuel Ferreira Coelho,

Médico Urologista

Gestus - Av. Conde Valbom 18B  Galeria D; Hospital dos Lusíadas

 



publicado por Amor sem limites às 12:09
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1 comentário:
De Luísa Prada a 9 de Janeiro de 2011 às 17:27
Dr. Manuel Ferreira Coelho e Colega,

Sendo Psicóloga da Saúde, venho por este meio apontar um "lapsus linguae" que cometeu no programa "O homem do seculo XXI".
Ao mencionar os psicofármacos no tratamento da depressão, trocou serotonina por sertralina.

De resto foi deveras interessante e confesso que concordo com a maioria das suas afirmações sobre a ambiguidade nas definições clínicas da ejaculação precoce".
Gostei de sobremaneira da visão etológica na nossa espécie enquanto mamíferos e bípedes, constantemente à defesa.

Sempre ao dispor

Luísa Prada


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